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porFEC
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a 06 MAI 2014

As empresas e a Responsabilidade Social em 2013

Apresentamos as principais conclusões do mais recente estudo sobre relatórios de responsabilidade corporativa, elaborado em 2013, pela consultora KPMG. Pela primeira vez, Angola figura num estudo acerca desta temática, juntando-se ao Brasil e Portugal como únicos países lusófonos considerados no mesmo. Quanto a Portugal, o estudo dá conta de que o número de empresas em território nacional que apresentam os relatórios de responsabilidade social tem sido crescente.

A KPMG é uma rede de empresas independentes global que prestam serviços de Auditoria e Consultoria, está presente em 156 países e conta com mais de 152 mil profissionais a trabalhar nas empresas-membro por todo o mundo. Esta rede lançou, em Fevereiro último, o estudo “Survey of Corporate Responsability Report 2013”, cujas principais conclusões indicam como as empresas nacionais estão a aderir a padrões internacionais cada vez mais elevados na preparação de Relatórios de Responsabilidade Corporativa.

De acordo com a análise da KPMG, as empresas lusas são as que mais utilizam (90%) os parâmetros do Global Reporting Innitiative (GRI) – considerado o padrão mais exigente a nível mundial e o que tem maior reconhecimento internacional -, colocando Portugal em 3º lugar entre os 41 países analisados, apenas ultrapassado pela Coreia do Sul e África do Sul.

“As empresas portuguesas já têm um bom nível de reporting da sua actuação de responsabilidade corporativa, estando ao mesmo nível da média mundial segundo a análise da KPMG. Estamos no bom caminho, já que houve um ligeiro aumento de 2% em relação a 2011. Devemos salientar a qualidade do reporting feito em Portugal, em que mais de 90% das empresas aderem aos padrões do GRI, o que é notável”, comentou Filipa Rodrigues, Manager de Sustentabilidade da KPMG em Portugal e Angola.

Actualmente, mais de 70% das 100 maiores empresas portugueses já produzem relatórios de responsabilidade corporativa, apurou a KPMG num relatório que conclui também que os investidores apostam cada vez mais nas empresas que produzem este tipo de documentos, e que neles identificam quer eventuais ameaças ambientais e sociais ao seu negócio, apontando soluções para os problemas.

Realizado a nível internacional, o relatório da KPMG analisou as 100 maiores empresas de 41 países diferentes no que toca às suas práticas de “reporting” sobre responsabilidade corporativa. Das 250 maiores empresas no mundo, destacou um grupo de 10 com base na qualidade dos seus relatórios de responsabilidade corporativa. Falamos de multinacionais como A.P. Møller Mærsk, BMW, Cisco Systems, Ford Motor Company, Hewlett-Packard, ING Group, Nestlé, Repsol, Siemens e Total.

Salienta-se ainda, no documento de 82 páginas, que metade das 100 maiores empresas com operações em Angola - nacionais e estrangeiras - produz relatórios de responsabilidade social corporativa. "As empresas com operações em Angola estão a aderir aos padrões internacionais mais elevados nos seus relatórios sobre responsabilidade social a nível corporativo", considera-se no estudo.

De entre as empresas internacionais com operações em Angola e que produzem relatórios de responsabilidade social corporativa mais de 80% fazem-no seguindo os parâmetros do Global Reporting Innitiative (GRI), considerados como o padrão mais exigente a nível mundial e aquele que tem maior reconhecimento internacionalmente.

Segundo o relatório, os sectores de atividade expostos a riscos ambientais elevados na sua cadeia de fornecimento são os que menos reportam sobre este assunto. "Entre estes sectores, a indústria petrolífera, com grande peso em Angola, é das que menos aborda o tema nos seus relatórios de responsabilidade social corporativa", refere a consultora.

Quanto a Portugal, o número de empresas que apresenta os relatórios de responsabilidade social tem sido crescente, passando das 52 em 2008, para 59 em 2011 e fixando-se nas 71, de acordo com o relatório recentemente divulgado.

No caso do Brasil, verificou-se uma estagnação, com o mesmo número de empresas de 2008 e agora: 78, depois da subida para 88 empresas no relatório de 2011.

Leia o estudo “Survey of Corporate Responsability Report 2013” da KPMG.

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