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a 24 OUT 2014

A SOBERANIA ALIMENTAR EM REFLEXÃO NO CICLO DE CINEMA DIREITOS E DESENVOLVIMENTO / CINE-ONU

Neste mês de Outubro, escolhemos assinalar o Dia Mundial da Alimentação com a exibição do documentário “Hortas di Pobreza”. O filme foi o ponto de partida para uma discussão sobre questões da soberania alimentar neste que é o Ano Europeu da Agricultura Familiar e na importância deste modelo na produção agrícola mundial.

Após a exibição do documentário, que retrata a realidade da aldeia de Pobreza, no sul da Guiné-Bissau, onde a actividade social e económica da população rural está fortemente dependente da produção e comercialização do caju, teve lugar uma conversa que contou com a participação de Hélder Muteia, representante da FAO em Portugal, da realizadora, Sara de Sousa Correia,  do produtor e investigador Fernando Naves Sousa e com a moderação de Margarida Alvim da FEC – Fundação Fé e Cooperação.

A realizadora Sara de Sousa Correia partilhou as suas inquietações ao perceber, com a realização desta película, que os “guardiões da terra” são os mais fragilizados por modelos de comércio internacionais que não são justos. Neste sistema global em acção não aponta culpados, evidenciando apenas os seus desequilíbrios que não são somente um problemas das comunidades locais mas de todos nós. Para Fernando Naves Sousa, o objectivo deste documentário foi dar a conhecer o impacto das dinâmicas globais a nível local, expondo as especificidades da Guiné-Bissau, país que vive numa “cascata de dependências” para a qual o produtor aponta como possíveis soluções a adopção de princípios da agro-ecologia e a relocalização dos sistemas alimentares.

Da mesma forma, Hélder Muteia partiu da sugestão reflexiva do documentário para fazer notar a importância da agricultura familiar - que considera negligenciada - sublinhando a sua função de “alimentar o mundo” ao ser responsável por cerca de cerca de 70% dos alimentos disponíveis. Para o representante da FAO, é necessário repensar a globalização e os seus impactos nos sistemas alimentares mundiais e o papel das políticas governamentais na diminuição dos seus desequilíbrios actuais.


Esta foi mais uma sessão do Ciclo de Cinema “Direitos e Desenvolvimento / CINE-ONU”, organizado pela Plataforma Portuguesa das ONGD em parceria com o UNRIC e que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e do CIUL – Centro de Informação Urbana de Lisboa.

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