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Políticas europeias prejudicam países em desenvolvimento Imprimir e-mail
14-out-2009
cover_pcd_report-compressedRespondendo ao Comunicado e relatório sobre Coerência das Políticas para o Desenvolvimento da Comissão, o CONCORD publicou um relatório apelando à Europa para parar de prejudicar, com as suas políticas, os países em desenvolvimento.
 

O relatório “Spotlight on Policy Coherence” analisa o impacto negativo que as políticas da União Europeia, por exemplo políticas comercias e agrícolas, estão a ter nos países em desenvolvimento, arruinando efectivamente todos os potenciais resultados da sua Ajuda ao Desenvolvimento. 

 

“A EU não pode dar com uma mão e tirar com a outra. Isso não faz sentido nem para os países em desenvolvimento, nem para a UE. Tal situação significa um desperdício de dinheiro da UE e um desperdício de vidas nos países pobres.”, defende Justin Kilcullen, Presidente do CONCORD - Confederação Europeia das ONGD de Emergência e Desenvolvimento. 

 

Bastante preocupante para o CONCORD é a nova abordagem proposta pela Comissão no seu Comunicado “Policy Coherence for Development – Establishing the policy framework for a Whole of the Union approach” publicado a 15 de Setembro. Este documento assinala um corte claro face ao compromisso assumido pela Comissão em fiscalizar o impacto das suas políticas nos países mais pobres, deixando de se focar no quadro da coerência política para o desenvolvimento, passando de doze áreas para apenas cinco. Domínios vitais, como é o caso do comércio, e que têm enormes implicações na vida de milhões de pessoas pobres, foram de repente postos de lado.  

 

“A nova proposta da Comissão para manter as suas políticas coerentes e justas não é nada mais do que uma tentativa de manter a Europa fora do alcance dos danos que está a causar com as suas políticas comerciais, piscatórias, energéticas e agrícolas, entre outras. Não podemos ficar parados e permitir que isto aconteça”, afirma Rilli Lappalainen, Secretário-Geral da Keys – Plataforma das ONGD finlandesas e membro da Direcção do CONCORD.

 

“A União Europeia tem de pensar cuidadosamente sobre como as políticas em diferentes áreas afectam a vida de milhões de pessoas fora da UE. Os Estados-membros devem implementar políticas coerentes e cumprir os seus compromissos de ajuda”, alertou Lappalainen

 

“O CONCORD apela à UE e aos seus Estados-Membros para que garantam que todas as políticas que afectam os países em desenvolvimento sejam coerentes e tenham como principal objectivo a erradicação da pobreza”, acrescentou Justin Kilcullen.   

 

Press Release em inglês

 

 

 
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