| NEWSLETTER Nº 66 . 22 JANEIRO 2026 | |||||||||||||||||
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Nesta newsletter, fazemos um balanço de 2025 a partir da leitura da Presidente da Plataforma, que reconhece um ano marcado por crises globais persistentes, conflitos armados, agravamento da crise climática e cortes significativos na Ajuda Pública ao Desenvolvimento. Ainda assim, sublinha a resiliência e a capacidade de resposta da sociedade civil, destacando o trabalho contínuo das ONGD na promoção da Justiça Global, na defesa do espaço cívico e dos direitos humanos. Um balanço que não ignora as dificuldades, mas que aponta 2026 como um ano que exigirá ambição política, compromisso coletivo e reforço das alianças em prol de um mundo mais justo. Nesse caminho de fortalecimento estrutural e de aposta no longo prazo, destacamos a assinatura do Plano de Ação da Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento, que teve lugar a 21 de janeiro, no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Este momento representa um passo decisivo para consolidar a Educação para o Desenvolvimento em Portugal, reconhecendo o seu papel central na formação de cidadãos e cidadãs críticos, informados e comprometidos com a solidariedade global e a transformação social. A importância de uma cidadania ativa e de uma sociedade civil forte torna-se ainda mais evidente perante contextos de grave regressão democrática, como o que se vive atualmente na Guiné-Bissau. Fátima Proença, da ACEP, analisa a crise política desencadeada pela interrupção do processo eleitoral de 28 de novembro, denunciando um verdadeiro “golpe contra o Estado”, marcado pela repressão das liberdades, pela prisão de dirigentes da oposição e por impactos profundos no quotidiano da população. Perante este cenário, destaca-se a reação da comunidade internacional, as sanções em curso e, sobretudo, a urgência de solidariedade e de ação da sociedade civil para que os direitos humanos e a democracia sejam plenamente restabelecidos. É neste contexto global instável, atravessado por crises, desigualdades e ameaças aos direitos humanos, que a Plataforma Portuguesa das ONGD apelou aos/às candidatos/as às Eleições Presidenciais de 2026 a assumirem um compromisso claro com a Cooperação para o Desenvolvimento, a Ação Humanitária, a Educação para o Desenvolvimento e a defesa de uma sociedade civil livre e participativa. Portugal tem um papel a cumprir no reforço da solidariedade, da paz e do multilateralismo, promovendo políticas públicas coerentes e uma cidadania informada, capaz de responder aos desafios do presente e de construir alternativas para o futuro. |
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